Foto liberada segundo:
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A família é a segurança onde podemos nos recompor das dificuldades que a vida nos apresenta, onde sabemos que encontraremos suporte, o amor do pai e da mãe. Nosso porto seguro.
Gostaria de listar alguns dados para enriquecer nossa análise:
- Segundo uma revista americana, nos anos 1960, um pai de família conversava em média 45 minutos por dia com seus filhos. Hoje essa média baixou para 6 minutos. A duração média dos casamentos chega há 7,2 anos.
Comentário:
Fica clara a falta de diálogo, entre cônjuges e entre pais e filhos. A correria desenfreada e a procura dos prazeres imediatos que não tem lastro duradouro, idealizados pelas novelas televisivas e pela cultura mundana atual do descartável são causas poderosas para estas ocorrências.
Deus fica sempre em segundo plano, não se busca experimentar o amor divino que não passa, é definitivo e maravilhoso.
Mas vamos aprofundar um pouco mais na questão neurológica:
Segundo Dr. Martin Lindstron em seus experimentos de imagens de ressonância magnética:
- A região cerebral que é ativada quando fazemos compras é a mesma que é acionada quando rezamos.
Comentário:
Prova de como as pessoas procuram nas compras e no consumismo desenfreado a substituição de Deus. O material nunca vai satisfazer o ser humano, que como filhos de Deus procuram o amor misericordioso do Pai em outras coisas, muitas vezes até por não conhecê-lo. As famílias se distanciaram Dele e se tornam presas fáceis.
O estrago está sendo grande para a família, e continua ainda com muito mais força implodindo o que é e sempre será a organização ideal planeja da por Deus. O inimigo sabe que destruindo o ninho de amor, destrói com mais facilidade a estrutura afetiva do ser humano, e assim a catástrofe vai tomando proporções alarmantes.
Volto às bases do bombardeio, a TV. Continuo alertando para o amplo poderio de desagregação e influência que esse canal de comunicação fez e continua ativamente fazendo com o nosso povo, com as nossas raízes, com as nossas famílias.
Nossa responsabilidade com missionários cristãos é profetizar isso, não termos medo de dizer como anda minando silenciosamente e sorrateiramente nossas bases familiares.
- Nascem 250 mil neurônios [células nervosas] por minuto durante todos os dias da gestação.
- A rede neural da criança que vai nascer é muito grande [100 bilhões de células] e estão aptas a se conectarem e efetivar as sinapses [contatos entre os neurônios] que vão constituir seu padrão cerebral para a vida. Os mapas que não são experimentados, ou são, mas não usados, vão sendo eliminados conforme o desenvolvimento da criança. Há uma seleção de redes que irá “gerenciar suas decisões”.
Dr. Roberto Lent:
- Cada neurônio recebe cerca de 10.000 sinapses, processando e modificando informações.
Comentário
Imaginem o potencial de atenção e retenção da criança do que se passa em seu ambiente de vida. É gerada uma bola de neve, a família sem Deus, sem a vivência do amor gera filhos sem Deus, isso quando os filhos já não são separados da mãe ou do pai.
Dr. Steven Johnson:
- Cada emoção cria um mapa neurológico poderoso e distinto dos demais
Dr.Steven Rose
- A memória emocional é mais forte e poderosa do que a cognitiva
Comentário:
Presenciando quadros de brigas, discussões, desavenças, desafetos, falta de amor, falta de Deus, os mapas vão sendo gravados de forma emocional, mais poderosos e assim dão início os traumas que irão acompanhar as pessoas por toda a sua vida.
Segundo Marie Claire Busnel, especialista na relação mãe-feto, já se comprovou:
- Com 12 horas de vida reconhece a foto da mãe.
- O bebê [feto] se acalma quando a mãe pensa nele, quando ela para de pensar, retoma os movimentos.
- “O feto ouve e discrimina diferentes sílabas, memoriza sons e música, quando recém-nascido, prefere aquilo que conhece. Responde mais quando a voz da mãe se dirige a ele do que quando se dirige a terceiros.” [pg. 29].
- “O maior estresse que se pode causar a um bebê durante o nascimento é a separação da mãe. Em um estudo que fiz com camundongo, de todos os estresses, o mais significativo foi o da separação da mãe durante uma hora, em um momento que corresponde a três ou quatro meses de idade de um bebê, portanto nem é imediatamente após o nascimento, o estresse é crescente conforme aumenta o tempo de separação.” [pg.68].
- “Os bebês são sensíveis à voz do pai quando ele fala com eles diretamente. O pai que fala com o feto, que dele se aproxima, toca nele, tem efeito tão importante quanto a mãe, em alguns casos até mais importante. Algum pai tem uma relação que parece até mais próxima, mais verdadeira, mais real do que a relação da mãe com o bebê.” [pg.72].
- “Nas experiências que fiz com prematuros, observei que todos dormiam e se acalmavam, com o som dos batimentos cardíacos, com exceção de um bebê. Fui verificar e constatei que a mãe havia sido espancada durante a gravidez. Havia recebido pontapés no ventre que causaram um deslocamento de placenta e disso resultou um parto prematuro. Ele odiava o ruído do batimento cardíaco do adulto.” [pg.73].
Comentário:
Evidências claras de que o feto reconhece a mãe e o pai, e que não pode ser separado deles, dos dois.
Tanto o pai quanto a mãe ocupa papéis específicos e insubstituíveis na formação psíquica e emocional da criança.
Segundo Dr. Allan Schore:
- “Com 21 semanas de vida intra-uterina já se comunica e tem emoções que fazem o cérebro se desenvolver.” [pg.85].
Dr.Trevarthen:
- “Nas primeiras relações mãe-bebê, as falhas da sintonia são tão sutis que muitas vezes o problema vai aparecer na adolescência , quando aquele menino, ninguém sabe por que, de repente começa a usar droga. Você vai ver e ele teve uma falha de motivação no início da vida.”
Dr.Michel Odent:
- “Hoje em dia podemos afirmar que a saúde é construída durante a vida fetal.” [pg.150].
- “As mulheres grávidas precisam ser protegidas, seu estado emocional é importante, influencia o crescimento e o desenvolvimento do feto, e isso é importante quando pensarmos na saúde das gerações que ainda não nasceram”. [pg.180]
Dr. Yasaku Soussumi:
- “Hillary Clinton criou uma Comissão de estudo para verificar a razão por que nas escolas americanas era tão grande a incidência de violência. A conclusão foi de que essas crianças, de classe média e classe média alta derivam de estruturas familiares nas quais eram precocemente separadas das mães para que pudessem trabalhar, e conseqüentemente, sofriam desta privação precoce do contato materno.” [pg. 57].
Comentário:
A criança vive da total dependência da mãe, esta fase é chamada simbiose, e vai até aproximadamente 18 meses de idade, quando se faz notar a presença do pai que corta esta relação. A criança passa a evoluir para uma vida mais pessoal.
Gostaria de terminar esta matéria com um comentário do Dr.Winnicott:
- “Ser cortado em pedaços, desaparecer para sempre, morrer, morrer, morrer e morrer, perder todo o vestígio de esperança em encontrar novos contatos. É aquele desamparo sem a segurança necessária. Isso forma uma memória nesse bebê que jamais vai se apagar. E ao ser resgatado no colo, relaxamento e bem-estar, alegria e excitação de ser carregado e movido, morrer, morrer, morrer e morrer transforma-se na certeza de estar vivo. A necessária dependência faz com que a perda de esperança se transforme num senso de segurança, de que mesmo quando sozinho velam por ele”. [pg. 107]
Em negrito, comentários retirados do Livro Relação Mãe-Feto – Visão Atual das Neurociências – V Encontro Brasileiro para o Estudo do Psiquismo Pré e Perinatal, e de vários livros dos autores citados.
Dra. Marie Claire Busnel: Etologista, doutora em Fisiologia e pesquisadora do Departamento de Genética, Neurogenética e Comportamento da Universidade de Paris. Coordena os trabalhos de pesquisa do Laboratório de Psicobiologia do Desenvolvimento, Cognição e Comunicação da mesma Universidade. Pesquisadora do
Institut National de Recherches Auditives em Fisiologia Acústica.
Dr. Yasaku Soussumi : Médico psicanalista, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
Dr. Michel Odent: 10 livros, 50 trabalhos científicos publicados. Serviu como médico na África, fundou o Centro de Pesquisas em Saúde Primal. Á árduo defensor do parto natural.


